segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Projeto: 30 livros/ano


Sempre gostei muito de ler, não me lembro bem quando tudo começou mas sei que desde criança já gostava de ler sobre muitas coisas, vários jornais, várias revistas e sempre muitos livros. Poesia, ficção, romance, biografia, seja lá sobre o que for, clássicos ou os mais vendidos, comprando muitos livros frenéticamente até acumular várias coleções - muitas não lidas, claro. Anyway, eu sempre li bastante, às vezes um livro em um dia (daqueles fininhos com poucas páginas, mas ainda assim...) e, recentemente, esse hábito se perdeu, mas não completamente.

Estava de mimimi conversando com um amigo dizendo que não leio tanto quanto gostaria e mimimi porque eu sei que não é falta de tempo, afinal, eu chego cansada do trabalho e fico lendo besteiras na timeline mas posso escolher um livro "fácil" e "leve" e parar de me lamentar afinal, tenho uma estante cheia!


 Não sei bem se foi a falta de tempo (isso me parece uma desculpa esfarrapada) mas algo aconteceu e eu simplesmente fui perdendo o hábito. Meu amigo tem a meta de ler 40 livros por ano, eu achei muito ambicioso para mim mas resolvi fazer a minha meta (ainda ambiciosa) e ler 30 livros por ano, e não vou esperar 2015 para começar, já calculei proporcionalmente e, ainda em 2014, vou terminar a minha seleção.


Esta "meta" já foi estabelecida há algumas semanas e já tenho dois concluídos: "Onde Andará Dulce Veiga", uma ficção de Caio Fernando Abreu, um dos meus autores preferidos. Comprei por impulso quando fui à Saraiva buscar uma encomenda, comecei devagarzinho e lá pro meio dei uma acelerada completamente envolvida pela história! Pequenas Epifanias, que é uma reunião póstuma de crônicas de Caio para o jornal O Estado de de São Paulo é o livro que fica na bolsa porque é fininho e leio em interalos de trabalhos. Clarah Averbuck está bem pertinho de Caio entre minhas escritoras preferidas e "Das coisas esquecidas atrás da estante" eu comprei no Estante Virtual e estava começado/abandonado, finalmente terminei e é uma delícia, daqueles que eu saio grifando trechinhos e algumas páginas me fizeram gargalhar alto em pontos de ônibus!


Para as horas que prefiro uma leitura mais leve, Músicas & Musas (que estou terminando e logo ganha um post só pra ele) que conta algumas histórias sobre clássicos pop de Beatles a Oasis. Quando comprei "Tocando a Distância", tinha acabado de rever Control e estava escutando Joy Division dia e noite em ordem cronológica! Acabei lendo só o primeiro capítulo, constantemente revoltada com muitos relatos de Deborah (a esposa de Ian Curtis, autora da biografia) mas de vez em quando leio alguns trechos e espero chegar até o final mesmo não gostando muito.


Para fechar o ano: The Comfort of Strangers (Ian McEwan), ganhei de um amigo e li uns trechos no aeroporto mas não passei de cinco páginas, embora tenha causado ótima impressão. Poética (Ana Cristina César), uma das preferidas também, já estou na metade - mas já conheço a maioria de leituras da adolescência em bibliotecas de Cachoeiro de Itapemirim - desta reunião de textos inéditos e/ou fora de catálogo. Tu não te moves de Ti (Hilda Hilst) é assustador pela leitura intensa em todos os sentidos. O que amar quer dizer (Mathieu London), um dos poucos livros que comprei sem saber do que se tratava ou conhecer o autor mas tenho certeza que vai ser um dos livros mais grifados.

(sim, eu grifo livros porque são meus e vão contar mais histórias ainda quando forem de outras pessoas que vão ler minhas anotações e grifos!)

Bem, esta é minha  meta e eu estou determinada a cumprir. Já tinha visto outros blogueiros e amigos criando metas e confesso que não acreditava mas, de fato, elas ajudam na determinação. Que tal criar sua meta e ler mais? :)
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