quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Quebrando as regras da moda

Como eu já tinha adiantado no post sobre o VFNO em Vitória (logo mais acompanhe nossa cobertura no Acorda, Bonita!) o editorial da revista A.G do último domingo foi dedicado ao evento.

A proposta principal do editorial foi aproximar o público fora do circuito da moda para o evento. Para isso, convidamos pessoas ~normais~ que circulam pelo Shopping para serem fotografadas como modelos com a equipe (fotógrafo: Guilherme Ferrari, Stylist: Nayara Tognere e Maquiagem: Karina Viega, sob coordenação da jornalista Taynã Feitoza).





Vamos combinar?! Vestir modelos magérrimas e altas é relativamente fácil. Vestir pessoas fora deste padrão de revistas femininas foi um desafio e uma das produções mais difíceis que já me envolvi, mas foi ótimo! Vamos ver o que aprendi?

A Evilyn foi o primeiro desafio, super charmosa com dentinhos de Georgia May Jagger, a moça não foi comtemplada com toda a altura da modelo mas arrasou em uma calça skinny da Le Lis Blanc. O modelo poderia ter ficado comprido demais e embolar na canela mas, por causa de um zíper na lateral, o comprimento ficou perfeito e combinou com a sandália vermelha da Ellus em um belo contraste de cores fortes. A camisa soltinha da Animale deixou o look comportadinho, quando mais fechada, e o top Maria Filó por baixo deixava a possibilidade de ser deixado à mostra para um look mais balada.

 A Randra pareceu uma menina muito tímida. Acostumada a andar com coturnos, ficou um pouco apreensiva em cima do salto poderoso da sandália Bobstore. Quebramos a regra de que "pessoas com pele muito branca não ficam bem de branco" e a vestimos de Osklen e conservamos o estilo despojado/rocker da moça com um short Presidium, bolsa-sacola transparente da Dumond e carteira de corijinhas Di Ferolla.


1. Alta e magra: pode parecer fácil vestir, mas não foi MESMO! Por causa da altura fora do padrão, um vestido curto poderia ficar ainda mais curto e deproporcional, o caimento poderia não ser o esperado, entre outros "problemas". Vestimos a Karina com um tricô da Bo.Bô e uma pantalona da Missbella - que ficou no comprimento perfeito. Para completar o look, um salto fino da Schutz e bolsa de python colorido Colcci.

2. Logo que começou a febre beetlejuice das listras preto e branco pouca gente reparou (ou se importou) no quanto aquelas listras nas calças só favoreciam as MUITO magras. Para a nossa modelo-normal Bárbara escolhemos uma saia Le Lis Blanc mais soltinha no corpo com litras em padrões aleatórios. A blusa ficou soltinha por fora da calça e, já que temos muita perna, favor exibi-las! O salto bloco da Carmim sustenta o look, dando estabilidade ao caminhar e a carteira A.Brand também tem padrões geométricos em branco e preto, deixando o look super moderno!

3. O último desafio foi vestir a Ursulla, uma estudante linda que tinha mais corpo que todas as outras. Os padrões das roupas das lojas - que parecem querer vender moda pra gringo e não para nós brasileiras gostosonas! rs - não vestiam bem. Para não deixar o look com cara de "a costureira errou o tamanho" apostamos em um casaco levinho da Bobstore sobre o vestido com maxi flores (sim, a estampa maxi ficou ótima e o amarelo iluminou ainda mais o look!). Ah, e as sandálias com tira no tornozelo que estão super em alta e já vêm com a regra "proibida para pernas grossas"?! Pois bem, apostamos em um modelo coral da Schutz que valorizou o vestido midi da Farm e ficou lindo pois engrossou as canelas, que eram finas.


Viram só que essas regras da moda não estão com nada?!

Claro que elas servem como um auxílio "geral" mas não podem e não devem ser seguidas à risca. Na falta da ajuda de um profissional especializado em consultoria de imagem, consulte seu melhor amigo em casa mesmo: o espelho.

(mas qualquer dúvida deixem nos comentário que eu tento ajudar no próximo post, combinado?)
;)
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