segunda-feira, 2 de julho de 2012

Hugo

Desde Um Sampaio Teimoso minha relação com o cinema mudou bastante. Assisto poucos filmes e quase não vou ao cinema. Mas, dos poucos filmes que assisti esse ano, já tenho um favorito: Hugo.
Foi sem querer que eu fui parar no cinema quando ele estreou por aqui e depois de uns 30 minutos de filme comecei a chorar e não parei mais. Mas, calma, ele não deve ter esse efeito com todo mundo. Pra mim, serviu pra (re)lembrar todas as sensações que o cinema proporciona, em todas as suas formas, porque até ler um livro sobre cinema pode ter efeitos similares. 




 ok, vamos para o filme:

Direção de Martic Scorsese e 11 indicações ao Oscar, se passa nos anos 30, em Paris, onde o órfão Hugo (Asa Butterfield) vive escondido em uma estação de trem desde a morte do pai (Jude Law). Hugo rouba pequenas peças da loja de brinquedos da estação para consertar um autômato, que ele acredita que guarda uma mensagem do pai. Com a ajuda de Isabelle (Chlöe Moretz), filha do dono da loja e apaixonada por livros, ele descobre a mensagem e o cinema, desde o seu nascimento com Georges Méliès.

E, a partir daí, dá pra pensar em muita coisa... em toda a história e evolução do cinema, a falta de preservação de grandes obras, a quantidade de efeitos utilizados hoje e o fato de que a cena do trem na estação causou tanto impacto a ponto de pessoas acharem que o trem ia machucá-las, tantos grandes cineastas que não receberam a devida atenção (principalmente os brasileiros, sempre reduzidos ao "gênero" nacional) e os que são desconhecidos de tanta gente no meio de tantos efeitos que tornam filmes antigos pouco atrativos.




Hugo conta um pouquinho da história do nascimento do cinema e ainda faz refletir sobre algumas dessas questões e, pra mim, foi também uma forma de me lembrar de quanto o cinema faz bem. Me lembrou os tempos da escola, quando eu descobri um acervo de "clássicos" na biblioteca, me apaixonei por filmes que nem tinham cores, matava aula pra assistir pelo menos 4 filmes por dia e me fez pensar em uma coisa que eu queria "ser quando crescer".

Apaixone-se já no trailer:

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