domingo, 6 de março de 2011

Kind of Blue



"Blue in Green" é definitivamente uma das minhas músicas preferidas do mundo. É do álbum "Kind of Blue", do trumpetista americano Miles Davis, lançado em 17 de agosto de 1959 e considerado um dos mais influentes de todos os tempos e um dos melhores de jazz. Ocupa as primeiras posições em listas de melhores álbuns em vários gêneros, como da Billboard, Rolling Stones e Rock and Roll of Fame. A banda formada para a gravação foi composta por Miles Davis (trompete), Julian “Cannonball” Adderley (sax alto), John Coltrane (sax tenor), Bill Evans (piano) - exceto em "Freddie Freeloader" onde quem ocupou sua posição foi Wynton Kelly, Paul Chambers (contrabaixo) e Jimmy Cobb (bateria). Foi a partir da formação deste grupo que Miles começou a explorar o jazz modal, as improvisações eram feitas mais sobre os acordes do que sobre a melodia e as combinações harmônicas eram mais livres do que a tradicional. Praticamente não houve ensaio e os músicos mal tinham ideia do que iriam gravar. As composições são de autoria de Davis, porém Blue in Green divide créditos entre Bill Evans e Davis, embora isto não tenha sido comprovado. Mas, esquecendo a crítica, teorias e suposições, vamos falar do que o álbum - e, especialmente esta terceira faixa - representam para mim o que, de qualquer forma, é de difícil explicação. É uma música que tem cara de uma manhã fria, um domingo de chuva, uma tarde cinzenta com uma xícara de café, uma madrugada no escuro com alguém especial, uma noite em que a única companhia é seu whisky, insônia com Julio Cortázar, deitar na grama com seu ipod - ou na cama do seu quarto, se achar mais confortável. Enfim...
Se você quer saber MESMO do que eu estou falando, escolha qualquer uma das situações descritas acima (ou outra ao seu critério) e aperta o play.

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